Enquanto mais o tempo passa mais eu desaprendo. Vou fazendo o caminho inverso, vou seguindo reto na curva. Tento cavar um buraco na parede quando era mais fácil abrir o portão. Quando eu posso subir a escada, prefiro pular o muro. Quando encontro a chave, troco a fechadura. Pra que abrir a porta? Deixo-me pular a janela. Deixo-me cair no chão.
Mudo o Cruzeiro do Sul de lugar. Ando em círculos com o mapa na mão. Desenho o sol nascendo quadrado. Por que não?
Fico perdida na minha atitude quando me distraio com a outra longitude. Olho pro relógio e não sei dizer que horas são. Quero brincar de estátua no meio da corrida e só ir dormir na hora de acordar. Tento contar estrelas quando o dia amanhece, procuro ver os raios de sol em noites de luar.
Tiro a roupa no frio e me cubro com o seu calor. Quando surge a ventania, ligo o ventilador. Avanço no sinal vermelho e se está verde ando devagar. Sei que se eu rodar fico tonta, então, paro e observo meu mundo girar. E é assim, de ponta-cabeça que eu me ponho em pé. Sigo em frente pela contramão.
domingo, 9 de dezembro de 2012
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